Estudos de espécies arbóreas na área da Hidrelétrica Santo Antônio

 

Há três anos a Santo Antônio Energia começava a desenvolver a pesquisa de duas espécies arbóreas nativas das áreas inundáveis do rio Madeira: o camu-camu e a samaúma. O estudo fazia parte do Programa de Conservação Genética, trabalho desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Rondônia.

Essas duas espécies, de importância socioeconômica e ecológica, são encontradas nas áreas de influência da Hidrelétrica Santo Antônio, indo até a confluência do rio Abunã. Com a análise das amostras coletadas a pesquisa constatou que não houve perda do recurso genético em função da construção da hidrelétrica, pois samaúmeiras e camu-camu estão presentes ao longo do rio Madeira com as mesmas características genéticas.

Camu-Camu (Myrciaria dúbia) é uma árvore típica da Amazônia e estudos indicam que a vitamina C na polpa desse fruto chega a 2.6g para cada 100g de fruta. Quando se analisa a casca, esse valor aumenta para 3.9 gramas. O camu-camu contém até 56 vezes mais vitamina C do que o limão, 60 vezes mais do que uma laranja e 200 vezes mais vitamina C do que uma banana

Samaúma (Ceiba pentranda) – Também é uma árvore típica da Amazônia e cresce entre 60–70 m de altura e o seu tronco é muito volumoso, até 3 m de diâmetro medindo no entorno das raízes. Alguns exemplares chegam a atingir os 90 m de altura, sendo, por isso, uma das maiores árvores da flora mundial. Conta a lenda que a árvore tem o poder de afastar e assustar quem entra na mata mal-intencionado.

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