Laboratório da Hidrelétrica Santo Antônio registra reprodução inédita de Piramutaba

O Laboratório de Reprodução de Peixes da Hidrelétrica Santo Antônio registra um feito inédito no Brasil: a reprodução em cativeiro da Piramutaba, que é um dos bagres migradores da Amazônia, peixe de grande porte que pode alcançar um metro de comprimento e até 10 quilos, considerada a “prima” da Dourada.

 

No ano passado, o laboratório já havia reproduzido a Piramutaba em cativeiro, gerando filhotes saudáveis. Este ano, o nascimento de cerca de 300 mil filhotes se tornou um marco histórico em termo de reprodução em laboratório.

 

Essa conquista é essencial para aprender mais sobre a biologia e o comportamento da espécie, abrindo caminho para a reprodução em cativeiro dos grandes bagres migradores da Amazônia, como a  Dourada, o Filhote e o Babão, espécies alvo dos trabalhos do laboratório, devido a sua importância econômica para a comunidade ribeirinha.

 

A Piramutaba costuma fazer uma longa viagem pelos rios de água doce, saindo da foz do rio Amazonas, no Pará, para desovar no Peru ou na Bolívia, percorrendo mais de cinco mil quilômetros durante seis meses. Do ponto de vista econômico, a Piramutaba representa 60% do desembarque pesqueiro do Amazonas e do Pará e é bastante exportada para os Estados Unidos. A expectativa é que no futuro esta tecnologia de reprodução em cativeiro amplie a piscicultura na região Norte.

 

Instalado na Hidrelétrica Santo Antônio, o Laboratório de Reprodução de Peixes existe desde 2015, atendendo uma condicionante do Ibama. É parte do Centro de Pesquisa de Peixes Migradores, com o objetivo de desenvolver técnicas de produção de alevinos (filhotes),  migradores do rio Madeira. O local foi construído e equipado pela Santo Antônio Energia e conta com a parceria do Projeto Pacu Aquicultura, e do Instituto Tecnológico Peixes do Brasil.

Fotos: Acima, bióloga Marcela Velludo, analista Socioambiental da Santo Antônio Energia, mostra piramutaba adulta. Abaixo, larvas de piramutaba.

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