A festa de Santo Antônio

Kit “pega-marido”

 

A centenária Capela de Santo Antônio
A centenária Capela de Santo Antônio

Com a chegada dos padres jesuítas a esta região do rio Madeira em 1728, até o nome da cachoeira mudou. Chamada de “Aroaya” pelos indígenas, foi batizada cristãmente de Santo Antônio das Cachoeiras, ao lado dela os padres construíram tapiris para se abrigarem e uma capela, também de palha. A missão jesuítica durou até 1742, quando os índios Mura atacaram, destruíram tudo, mataram a metade dos moradores e fizeram com que os sobreviventes fugisse rio Madeira abaixo até a atual cidade de Borba (AM).

 

Muitos anos depois, houve nova ocupação do lugar, que era ponto de atracação de barcos e de transbordo de cargas que subiam ou desciam o rio Madeira. A maior concentração de pessoas na localidade se deu durante o primeiro ciclo da borracha. Por volta de 1908, Santo Antônio era um dos municípios do Mato Grosso – o mais distante -, quando foi criada a Paróquia de Santo Antônio, mas a capela só seria inaugurada alguns anos depois, em 1913.

 

Em 2008 foi iniciada a construção de uma hidrelétrica onde havia a cachoeira Santo Antônio e a poucos metros da capela. A usina adotou o nome do acidente geográfico, que por sua vez homenageava o santo.

 

A FESTA

Devoção a Santo Antônio

Acompanhando a tradição trazida pelos portugueses, todo dia 13 de junho é comemorado a festa do santo que é tido como “milagroso”, especialmente ajudando os solteiros a arranjarem casamento. Nesta data, todo ano a comunidade realiza um arraial no entorno da Capela, com comidas típicas das festas juninas e a apresentações artísticas, tudo isso após a missa campal que é muito concorrida. Em algumas barracas no arraial, são vendidos kits popularmente chamados “Pega Marido”.

 

É a tradição que segue preservada.

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