Hidrelétrica Santo Antônio usa radar aerotransportado para o monitoramento de áreas da concessionária

IMG_1704Radar monitora áreas inacessíveis e coíbe atividades clandestinas como desmatamentos, invasão de terras e queimadas. Trabalho foi premiado em simpósio brasileiro, concorrendo com quase mil projetos do Brasil e de outros países.

 

Um sistema de monitoramento remoto, que utiliza um radar acoplado em um avião, está sendo usado pela Santo Antônio Energia para detectar alterações na área de influência do reservatório da hidrelétrica e nas regiões dos sete reassentamentos construídos pela concessionária. A Santo Antônio é a primeira hidrelétrica do mundo a usar um radar aerotransportado para este tipo de ação que identifica desmatamentos na Área de Preservação Permanente, invasão de terras e queimadas.

 

O uso do radar garante o monitoramento de áreas inacessíveis nas vistorias terrestres e fluviais, incluindo o terreno sob a floresta, permite maior rapidez e confiabilidade nas informações e, consequentemente, aumenta a capacidade de ação preventiva e corretiva, diminuindo os riscos ao patrimônio. Desde que o equipamento começou a ser usado, nenhuma invasão de terra significativa foi registrada. “As ocupações irregulares podem acabar se tornando pontos de atividades ilegais como desmatamento e pesca predatória. Em alguns casos, nem precisamos acionar os órgãos competentes porque os autores da ocupação irregular reconhecem a situação apresentada pelo monitoramento e acabam fazendo uma desocupação amigável”, explica o engenheiro florestal e analista Socioambiental da Santo Antônio Energia, Felipe Scalia.

 

O monitoramento via radar acontece uma vez por mês, em uma região de 2800 quilômetros quadrados que é sobrevoada em cinco horas, mesmo em tempo chuvoso ou com nuvens. O trabalho é feito pela Bradar, empresa do grupo Embraer Defesa & Segurança.

 

Reconhecimento e premiaçãoIMG_1706

 

 

A metodologia do uso do radar na Hidrelétrica Santo Antônio foi premiada no XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto que ocorreu no final de abril em João Pessoa, PB. O trabalho foi um dos três premiados na categoria Artigos em Sessão Técnica Oral, concorrendo com quase mil projetos de todo o Brasil e de 25 países. As ações serão apresentadas ainda neste ano em eventos similares nos Estados Unidos, França e Itália.

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