Monitoramento atesta a qualidade da água do Rio Madeira

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Desde 2009, a Santo Antônio Energia realiza o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água do rio Madeira e de seus afluentes, em um trecho de 300 quilômetros que vai desde o reservatório da hidrelétrica até o lago do Cuniã. São 26 estações de coleta de água que incluem as praias de Jacy-Paraná e de Teotônio, e ainda os pontos de captação de água da Caerd (Companhia de Água e Esgoto de Rondônia).

O monitoramento mais detalhado, chamado de campanha de campo,  é feito a cada três meses, acompanhando o ciclo hidrológico do rio. Biólogos percorrem o rio de barco e com o uso de  sondas e de outros equipamentos, medem os níveis de oxigênio, PH (acidez), turbidez, condutividade elétrica, temperatura, metais, nutrientes, coliformes, fitoplâncton e zooplâncton, que são pequenas algas e crustáceos, respectivamente, que servem de alimento para os peixes.  Estas análises acontecem tanto na superfície do rio como nas partes mais fundas, que podem chegar a 30 metros de profundidade. As amostras de água coletadas são analisadas no laboratório da hidrelétrica e também em laboratórios credenciados de universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Os estudos rendem dados importantes como os que apontam que os níveis de oxigênio dissolvido do rio Madeira são os mesmos tanto na superfície como no fundo, garantindo a sobrevivência das espécies aquáticas. Outro dado curioso é o que indica que a bacia do Madeira possui cerca de 20% de todas as espécies de fitoplâncton identificadas no mundo, demonstrando uma ampla diversidade na região, o que é um dado positivo, já que essas “plantas” muito pequenas servem de alimento para os peixes.

Além desse monitoramento de campo, diariamente é feita a análise da água em tempo real, a cada 30 minutos, através de uma sonda fixa que gera dados que são transferidos diretamente  para os computadores dos biólogos.

Segundo o biólogo da Santo Antônio Energia, Dario Pires, que é doutor em Biofísica Ambiental, desde a implantação da hidrelétrica o monitoramento não constatou nenhuma alteração que comprometa a qualidade da água do rio Madeira. “Estes estudos, que continuarão ocorrendo durante toda a vida útil do empreendimento, que é de mais de 30 anos, são importantes porque garantem o perfeito funcionamento do ecossistema aquático, bem como os múltiplos usos da água do rio Madeira”.

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