Rosas do Deserto viram renda extra no reassentamento São Domingos

A Rosa do Deserto é uma planta bastante apreciada pela beleza de suas flores. Nativa do Sul da África, adaptou-se facilmente aos países tropicais. Em Porto Velho, no reassentamento São Domingos, construído pela Santo Antônio Energia, uma moradora apaixonada por flores resolveu iniciar o trabalho de cultivo dessas rosas, como oportunidade de garantia de uma renda extra.

"Para o futuro, quero ver meu quintal cheio de rosas, de várias cores e com espécies raras"
“Para o futuro, quero ver meu quintal cheio de rosas, de várias cores e com espécies raras”

Lídia Varini, mais conhecida como Dona Lidoca,  conta que comprou a primeira Rosa do Deserto há quatro anos, momento em que se apaixonou pela espécie. “Depois que comprei a primeira, queria adquirir as plantas com outras cores, mas as sementes eram caras. Foi aí que comecei a pensar em uma forma de cultivo”, recorda. Ela fez pesquisas na internet e se aprimorou fazendo um curso em Porto Velho. “Aprendi que este tipo de rosa prefere vaso do que o plantio no chão e que as fases da lua influenciam muito. Aprendi também as técnicas de polinização e faço isso hoje usando palitos de dentes para passar o pólen de um flor para a outra ”, explica.

Com a ajuda do marido, o agricultor Antônio Varini, que trabalha com hidroponia e piscicultura, ela construiu as estufas no quintal do sítio onde moram no reassentamento e hoje possui 700 plantas, entre mudinhas e as rosas já crescidas. Ela vende as flores todas as sextas-feiras na feira Sabor do Campo, criada pela Santo Antônio Energia há seis anos na entrada do prédio da Emater, na avenida Farquar. “O segredo para qualquer trabalho dar certo é o amor. Para o futuro, quero ver meu quintal cheio de rosas, de várias cores e com espécies raras”, planeja.

Para a engenheira agrônoma da Santo Antônio Energia, Priscila Ortiz, perceber a evolução e o sucesso das famílias que residem nos reassentamentos construídos pela empresa é muito gratificante. “Nos três primeiros anos proporcionamos para as famílias reassentadas a assistência técnica, treinamentos, capacitação e monitoramento na qualidade de vida. Ficamos felizes quando vemos o sucesso das famílias com a diversificação da produção em seus lotes”, conclui.

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